OS CAMINHOS PEQUENINOS. VIVER É SABER

novembro 16, 2009

 O s textos que cuidam do caminhar como prática salutar para corpo e mente, geralmente induzem a idéia de que o caminho há de ser superquilométrico para que a caminhada resulte bem; de que caminhar é preciso como navegar é preciso – o que lembra proezas de grande fôlego, só para quem pode. Sobretudo, parece, há que ter dinheiro pra gastar. Quanto custam, por exemplo, as andanças pelos caminhos de Compostela? E, cá entre nós,  ir as lugares tidos como santos será tão importante como o é para outros ir a Meca pelo menos uma vez na vida? Tem de ser por ali? Há nisso algo de sobrenatural, a ver com o santo ou com a tal energia cósmica, como dizem? O santo, o sobrenatural, existe? É importante tocar objetos, imagens para alcançar resultado? Se for assim, pobre do pobre, do remediado. Mas não é nada disso. Há caminhos menores, baratos, para todas as pernas, que atendem àquele objetivo, sempre que o caminhante se equipe para tanto, sob orientação técnica - senão… Os caminhos menores, tipo salva-saúde, quase sempre passam na frente da sua casa. Mas, a poucas pernadas dali, há outros, ótimos,  baratos, de aventuras gostosas. Veremos isso com vagar, passo a passo, noutro dia. Viver é saber.


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