Caminho Português ou Via Lusitana

A rota para Santiago desde Portugal é bem antiga, muito devido à proximidade das terras lusas e a Galícia. Também como ocorreu na Espanha, mas talvez de uma forma menos incisiva, Santiago também influiu na formação do país luso. A reconquista portuguesa deu-se sob a invocação de Santiago, que foi patrono português até o século XVIII, quando, por influência inglesa e intenção de se afastar dos espanhóis, São Jorge substitui o Apóstolo.

Porém, ao contrário da Espanha, não houve a formação de uma única rota para que os peregrinos chegassem ao túmulo do Apóstolo – e isso se deve pela forma diversa que o país se formou. Com isso, os peregrinos lusos percorriam as diversas calçadas romanas – uma malha rodoviária da época, por assim dizer – para chegar em Compostela. Há uma possível rota pela costa, outra pelo centro, mais uma pelo interior, e diversas na região do Minho.

Por isso há uma dificuldade de se estabalecer uma rota cultural a Santiago, a exemplo do Caminho Francês. As etapas abaixo descritas são a tentativa mais recente de se estabelecer tal rota, o mais ao sul possível, para encontrar o caminho português atualmente considerado como tal, a partir do Porto. Devido a isso, as primeiras etapas descritas ainda apresentam muitas dificuldades logísticas.

1a Etapa – Lisboa a Lisboa/Parque das Nações (aprox. 10 km): A capital lusa sempre foi um ponto de partida para os peregrinos destas terras. Costumeiramente tem-se a Catedral da Sé como ponto de partida, onde encontra-se a primeira flecha amarela ao pé do portal da igreja. Mas nada custa iniciar a empreitada na Igreja de Santiago, um pouco mais acima da Sé. De qualquer forma, iniciado o caminho, percorre-se todo o bairro medieval da Alfama, até encontrar o rio Tejo, companheiro pelas próximas jornadas. Deixa-se para trás a estação de trens e o cais. Logo adentra-se bairros periféricos de Lisboa, sempre sob asfalto. Logo chega o bairro moderno do Parque das Nações, onde há a Pousada da Juventude, local sugerido para o descanso, tendo em vista que a próxima possibilidade de alojamento está 20 ou 25 km. Àqueles que não dispõem de tempo ou que têm preparo, a primeira etapa pode terminar em Alverca ou Alhandra, abaixo.

2a Etapa – Parque das Nações a Alverca do Ribatejo/Alhandra (20/25km): Apesar da parca sinalização, o peregrino não se perde: basta caminhar à margem do Tejo, muito agradável por sinal. Atravessa-se o parque do Tejo, e prossegue pelo passeio, sob uma estrutura de madeira. Passa-se por baixo da estrutura da enorme ponte Vasco da Gama, e, passeando ao largo de uma esplanada, chega-se ao final do passeio, onde toma-se à esquerda, ao longo do afluente do Tejo, o rio Trancão, em direção a Sacavém. Em seguida, ao longo deste rio, caminha-se cerca de 10 km até Alpriate. A partir daí o asfalto e rodovia predominam, e o caminhante passa por Póvoa de Santa Iria antes de alcançar Alverca. Aqui, há um departamento de Bombeiros que não costuma hospedar peregrinos, Alternativamente, há algumas casas de dormida, mas também costumam estar cheias. A opção mais segura nesta etapa é ir até Alhandra, cerca de 4km adiante, onde os bombeiros fazem acolhida. Qualquer que seja a opção, ela será sob asfalto.

3a Etapa – Alverca/Alhandra a Azambuja (30/25km): Esta etapa é dura por causa da predominância do asfalto e pela falta de locais interessantes. A primeira localidade por qual se caminha é Vila Franca de Xira, que mantem longa tradição de touradas. O pequeno parque ao lado do Tejo por qual se atravessa a cidade é um pequeno alento no longo dia na estrada. Em seguida, uma perigosa travessia dupla de uma autovia leva o peregrino a Vala do Carregado, sempre ao lado da rodovia, sem grandes atrativos. Depois de desviar de uma usina termoelétrica, chega-se a Vila Nova da Rainha, que ao menos oferece uma boa sombra e fonte d’água. Depois de um merecido descanso o peregrino enfrenta uma longa reta pelo acostamento da autovia até chegar em Azambuja, que também tem tradição toureira. Aqui os bombeiros também fazem acolhida, e há a opção de um bom residencial, ao lado da estação de trem, que tem belos murais de azulejos.

4a Etapa –  Azambuja a Santarém (32 km): Mais uma longa etapa que exige que o peregrino saia cedo, a fim de evitar o sol numa área sem sombras. Enfim o peregrino caminha longe das estrada e pode aproveitar a trilha entre árvores e campos de cultivo. Caminha-se em direção ao Tejo até chegar ao dique de proteção, que será o guia por uns 12km. Passa-se por Reguengo e Valada, onde é possível alojamento na Igreja. Depois disso atravessa-se um ou outro povoado, mas sempre ao lado do dique. Quando enfim se deixa o dique, entra-se num vinhedo até sair na estrada, e a esta altura Santarém já está a vista no alto. Há diversas opções de pensões e residenciais, além da acolhida nos bombeiros voluntários. A cidade convida a um passeio, com suas diversas igrejas e longa história.

5a Etapa – Santarém a Golegã (32km): Quanto mais o peregrino se afasta de Lisboa, mais agreste fica o Caminho. Porém, neste longo mas bonito trecho, o Caminho carece de flechas, e o peregrino, além de ter muito atenção, deve se informar cuidadosamente sobre o caminho que seguir. Depois da bela descida de Santarém, as flechas levam o caminhante a vinhedos, e há que ter muito cuidado para não se perder. Depois de passar por Vale de Figueira, onde há pelo menos um bar, o viajante volta a atravessar longos campos de cultivo, e novamente as flechas são precárias. Depois, chega-se a Pombalinho, aldeia que não se chega a cruzar, e tornando à direita, caminha-se em direção a Azinhaga, cidade natal de José Saramago. Em seguida, longos e monótonos 10km sob estrada até Golegã. A cidade é agradável, autodenominada capital do cavalo, com uma antiga e bonita igreja, já citada por Confalonieri em seu relato medieval. Há bares, restaurantes e mercados. Os bombeiros fazem acolhida, e ao lado, no parque de campismo, também há alojamento.

6a Etapa – Golegã a Tomar (30km): Etapa difícil, tanto pela distância, quanto pela falta de sinalização.  Depois de Golegã o peregrino passa pela Quinta da Cardiga, antiga possessão templária, junto a uma ponte medieval. A seguir, passa por Vila Nova da Barquinha, cujos bombeiros fazem acolhida. Depois de Atalaia, o caminho entra em um bosque de eucaliptos. Aqui deve-se tomar cuidado, pois além das setas estarem mal-colocadas – nas cascas das árvores – há extração de madeira na área. Muito cuidado depois de atravessar o viaduto sobre a autovia, pois o caminho segue forte à direita, numa subida, em direção a Grou. Caso o peregrino passe a saída, acabará na rodovia, que também o levará a Tomar, reencontrando o caminho em Asseiceira. Uma vez aqui, são 11km de estrada até a monumental Tomar, que exige um bom tempo do peregrino para visitar seu enorme e bem conservado castelo templário.

7a Etapa – Tomar a Alvaiázere (32km):  Outra etapa longa em demasia. Cuidado na saída de Tomar, que está mal sinalizada. O Caminho segue pelos campos e bosques, e eventualmente um povoado, sempre com um bar para o peregrino. Os trechos de bosques têm bifurcações mal sinalizadas. Depois de um longo trecho de bosque e de passar uma grande quinta, o peregrino chega a uma rodovia e tem pela frente uma longa e tediosa caminhada, pela estrada e ao lado de oliveiras. São cerca de 8 km. Em Cortiça, o peregrino pode optar pela estrada ou seguir um caminho paralelo, passando por pequenos povoados. Há bombeiros em Alvaiázere, mas não é certeza de acolhida. A única opção é o Residencial Bráz, que não se importa muito com os peregrinos e cobra caro a estadia e o jantar.

8a Etapa – Alvaiázere a Ansião (14km): A jornada é curta pois é o único modo de dividir um etapa de 32km. No entanto, é bonita e tranquila, sem sobressaltos. Um caminho por bosques e pequenos vilarejos, com muitas laranjeiras e cerejeiras. Ansião oferece de tudo para o peregrino, inclusive estadia com os simpáticos bombeiros em seu salão de festas ou um residencial, além de mercados e bares.

9a Etapa – Ansião a Rabaçal (19km): Etapa tranquila, praticamente continuação do ambiente anterior. Atravessa-se vário vilarejos, mas sem nenhum bar. Em Ribeira de Alcalamouque há uma antiga mercearia, mas nem sempre a Dna. Ludovina está lá para atender carinhosamente os peregrinos. O trecho final parece ser uma grande volta para chegar em Rabaçal, já que se avista de longe a cidade. A acolhida é ao lado do interessante museu romano. No restaurante Ruínas, o sr. Rui faz uma bela recepção aos peregrinos.

10a Etapa – Rabaçal a Coimbra (30km): Etapa deveras comprida. O trecho entre Rabaçal e as ruínas de Conímbriga é belíssimo, correndo ao largo de um leito de rio seco, entre bosques e pastos. Em Fonte Coberta, há várias menções a Santiago. Passa-se ao largo das ruínas, mas é possível visitá-las. Depois do museu, o ambiente torna-se urbano até Coimbra. O melhor seria dividir a etapa em Condeixa-a-Nova, mas aparentemente não há alojamento. Segue-se praticamente em uma só urbanização, passando por diversos bares e opções de parada para descanso. A chegada em Coimbra é bonita, pois se vê a cidade de cima, do outro lado do rio Mondego. O peregrino passa pelo Convento de Santa Clara-a-Nova, onde uma parada é obrigatória, pois há uma estátua da Rainha Santa em vestes peregrinas, e seus restos mortais estão na igreja do Convento. Descendo, o caminhante passa pelo Convento de Santa Clara-a-Velha, que foi recentemente reformado, pois há séculos ficava abaixo da linha do rio. Atravessando a ponte sobre o rio Mondego, o peregrino pode seguir à esquerda em direção aos bombeiros, que costumam fazer acolhida, ou seguir em frente para a longa caminhada até a Pousada da Juventude.

11a Etapa – Coimbra a Mealhada (23km): Essa é uma etapa sem nenhum grande sobressalto. A saída de Coimbra se dá pela margem do Rio Mondego, mas rapidamente se sai pela autovia e depois em direção ao campo. Ao contrário de etapas anteriores, esta discorre praticamente inteira sob o asfalto, em estradas secundárias e atravessando diversos povoados e campos de cultivo. Há que se tomar cuidado em Santa Luzia, no atravessamento da autovia. Em Mealhada os bombeiros fazem a acolhida na quadra polideportiva, com colchões e mantas. Ao lado da capela, perto dos bombeiros, há uma pensão econômica. O prato típico da região é o leitão assado, encontrado em vários restaurantes no centro.

12a Etapa – Mealhada a Águeda (25km): A etapa continua com o mesmo tom da anterior: Muito asfalto, apesar de vias secundárias, vários povoados, e um pouco mais de verde, seja nos bosques de eucalipto ou vinhedos. A sinalização em geral é boa, com exceção da entrada em Avelãs do Caminho, onde não se deve atravessar a rodovia e sim seguir em direção à cidade, e na parte final, numa monótona caminhada por uma zona industrial. Antes de entrar na zona urbana de Águeda, muito cuidado ao atravessar a rodovia. Os bombeiros de Águeda não fazem (pelo menos não costumam) acolhida. O antigo café-pensão Vasco da Gama, logo depois da ponte, dado como opção de alojamento hoje é uma casa de alta rotatividade. Resta como opção um hotel ou o residencial Celeste, que ficam na rodovia nacional, que corta a cidade ao meio. No residencial o ponto positivo é o espírito jacobeo do casal Júlio e Ana, que tratam muito bem os peregrinos e orientam em relação ao caminho na cidade.

13a Etapa – Águeda a Albergaria-a-Velha (17 km): Mais uma etapa tranquila e curta. Caso o peregrino tenha ficado no residencial Celeste, ele pode continuar pela N1 por uns 2 km, e reencontrar as flechas amarelas no desvio para Mourisca do Vouga. Depois de atravessar o povoado por inteiro, entra-se em Pedaçães, que também é atravessada por inteira. Em seguida, um dos pontos mais interessantes da viagem. Depois de atravessar a N1 com muito cuidado, o peregrino chega à ponte romano-medieval sobre o rio Marnel, que é citada por Confalonieri em seu relato medieval. Mais à frente, há outra ponte medieval, desta vez sobre o rio Vouga. Seguindo então a Estrada Real, o peregrino passa por Serém de Cima e depois de um bosque de eucaliptos, alcança Albergaria-a-Velha. Os bombeiros não fazem acolhida, que é feita pela casa paroquial, e oferecem apenas o banho. A pensão Parente, ao lado do Caminho, é uma boa opção de alojamento.

14a Etapa – Albergaria-a-Velha a Oliveira de Azeméis (21 km): A etapa parece mais longa do que realmente é. Entre Albergaria-a-Velha e Nova há uma agradável trilha num bosque de eucaliptos. Cuidado na saída de Albergaria, deve-se cruzar a N1 e tomar uma rua à frente. Depois de passar pela imagem de N. Sra., que marca o caminho para o Santuário de N. Sra. do Socorro, a trilha fica mal sinalizada. A trilha acaba em Albergaria-a-Nova e a partir daí o Caminho é todo urbano, mas agradável. Seguindo sempre pela Estrada Real, chega-se a Travanca, que é atravessada por um enorme viaduto. Em seguida, atravessa-se já a periferia de Oliveira, num caminho asfaltado bem agradável, contando inclusive com uma antiga ponte romana. Não falta muito para Oliveira. Já no centro, depois de passar por um marco miliário romano, encontra-se a Igreja Matriz e ao lado o quartel de bombeiros, que fazem uma boa acolhida dos peregrinos no salão nobre.

15a Etapa – Oliveira de Azeméis a Lourosa (22 km): Pela proximidade d’O Porto, as áreas urbanas dominam esta e a próxima etapas. Muito por causa disso a sinalização fica ruim, portanto, muito cuidado. Saindo de Oliveira passa-se por Santiago de Riba-Ul, cuja igreja está dedicada ao apóstolo, mas estranhamente não há menção a ela pelo Caminho, que passa por trás. Vale a pena o pequeno desvio. Em seguida está Cucujães, cujo mosteiro se vê no alto do morro, mas passa-se ao largo. Não muito depois, já se entra em São João da Madeira. Muito atenção com a sinalização, pequena e fraca nas caixas de luz, que geralmente ficam escondidas atrás dos carros. A falta de flechas continua, portanto, muita atenção. Depois de São João, volta-se para a N1 e depois de um hotel toma-se uma paralela que vai em direção a um legítimo trecho de calçada romana. Depois, em Ferrada, convém perguntar a direção para o quartel de bombeiros de Lourosa, que fica a 750 m do Caminho, mas sem sinalização.

16a Etapa – Lourosa a Porto (28 km): A presente etapa é larga, mas compensadora. É extremamente urbana, mas possui seus pontos positivos. Cuidado com a saída de Lourosa, que começa paralela à estrada N1 para depois entrar nela. Na altura de Vergada o peregrino sai novamente em favor de uma via paralela. Muito cuidado aqui, pois de repente o caminho sai para a esquerda, cruza a N1 em direção a Mozelos e depois de novo para a direita, num verdadeiro laberinto de pequenas ruas. O caminho chega em Grijó, e logo o peregrino encontra o famoso Mosteiro de Grijó, que merece uma visita demorada. Depois, caminha-se sempre sob asfalto, mas em vias tranquilas e com muito verde. Atravessa-se Vila Nova de Gaia, e chegando na Ponte D. Luís I. Creio que vale mais a pena passar pela parte superior da ponte, do que seguir as setas e passar pela parte inferior. Explico-me: a chegada do peregrino na cidade invicta deve normalmente ocorrer no final da tarde, e a visão do sol banhando o Douro e a cidade é um presente ao esforço do peregrino. Além disso, a parte superior da ponte chega direto à Catedral da Sé, ponto obrigatório para o viajante. Há diversas pensões e alojamentos.

17a Etapa – O Porto a Vilar do Pinheiro ou Vilarinho (18 ou 26 km): Há quem diga para evitar a área urbana d’O Porto e seguir de metro para a área de Maia. Sinceramente, acho desnecessário. O único problema é a travessia da rodovia N13, de 4 pistas, logo depois de passar a Capela do Araújo. Não vejo uma área urbana como desculpa para pegar transporte. Afinal, é um obstáculo do peregrino moderno. Enfim, depois d’O Porto o peregrino passa pela área industrial de Maia, nada assustadora e bem organizada. Passada a zona industrial o caminho segue uma rua murada e chega em Vilar do Pinheiro. Há a opção de ficar aqui, no residencial Santa Marinha, que fica a 750 m das setas amarelas, com sinalização municipal do alojamento. Quem prefere continuar, segue pelo caminho e atravessa Vilar do Pinheiro e numa seqüência que parece ininterrupta, passa por Mosteiró, Vilar, Gião e chegam em Vilarinho direto em sua praça central. Há um refúgio municipal adaptado na escola municipal, cujas chaves devem ser retiradas na farmácia a caminho da escola. Há 2 beliches, cozinha e banheiro.

18a Etapa – Vilar do Pinheiro ou Vilarinho a São Pedro de Rates (20 ou 13 km): Logo depois de Vilarinho há um ponto interessante do Caminho: o peregrino atravessa a recém reformada ponte medieval de Zameiro, e segue um caminho tranquilo. Há de se tomar muito cuidado, porém, assim como na etapa anterior, em trechos à beira da estrada, cujo acostamento é exíguo. Aos poucos, o Caminho volta a tornar-se agreste, passando o peregrino várias vezes por bosques e campos de cultivo. Aparece mais uma bonita ponte romana, a de Arcos, com a cidade de São Miguel de Arcos e sua igreja ao fundo. Mais um pouco e logo o peregrino se encontra em frente à igreja românica de São Pedro de Rates. O refúgio de peregrinos, o primeiro oficial do Caminho Português, fica mais adiante pelo Caminho.

19a Etapa – São Pedro de Rates a Barcelos (17 km): Desde O Porto, a sinalização do Caminho Português é praticamente perfeita. Isso deixa esta curta etapa muito tranquila, pois o caminhante percorre muitos campos de cultivo e bosques, numa leve ascensão. Até Pedra Furada o caminho praticamente não passa por núcleo urbanos. Já depois desse povoado o peregrino vai lentamente entrando na periferia urbana de Barcelos, principalmente depois de Pereira. Logo chega a ponte medieval que dá acesso ao centro histórico de Barcelos, cuja lenda do Galo é a mesma que de Santo Domingo da Calzada. Há diversos alojamentos na cidade, mas vale a pena caminhar até o quartel dos bombeiros voluntários, o maior em Portugal, e conversar com os simpáticos bombeiros minhotos.

20a Etapa – Barcelos a Vitorino dos Piães (Lugar do Corgo) (21 km): O peregrino entra definitivamente na região do Minho e o ambiente do norte de Portugal já o acostuma para a entrada na Galícia. Depois de alguns quilômetros na área urbana de Barcelos, o viajante finalmente volta para as trilhas, apesar de sempre passar por pequenos vilarejos. Há uma boa subida começando em Portela, e depois o peregrino chega à famosa ponte das táboas, de origem medieval. Em seguida há a vila de Balugães, onde há um santuário a N. Sra. de Aparecida e uma igreja românica, que podem ser visitadas pelo peregrino sem prejuízo do Caminho. O peregrino sai de um bosque direto na rodovia, em frente a uma capela. Em seguida, o caminho segue por campos de cultivo, e logo chega na casa da família de Fernanda e Jacinto, que fazem acolhida de peregrinos há muito tempo.

21a Etapa – Vitorino dos Piães (Lugar do Corgo) a Ponte de Lima (15 km): A etapa curta justifica-se pois não há outra alternativa de alojamento entre Barcelos e Ponte de Lima. Ainda, o peregrino pode ter um tempo a mais para visitar a monumental cidade de Ponte de Lima. O peregrino passa pela igreja de Vitorino e continua reto, num leve ascenso, passando por Portela e Albergaria. Continua por um longo caminho entre vinhedos, passando por mais uma capela em pleno campo. O Caminho torna-se progressivamente mais urbano, até o caminhante sair de frente ao Rio Lima. Antes da moderna ponte, o peregrino, caso queira ficar na Pousada da Juventude, deve entrar por um estreito caminho que leva direto à pousada. Recentemente foi aberto o mais novo refúgio português, no largo de Além da Ponte, e o peregrino então deve seguir em frente, passando pela igreja da N. Sra. da Guia, pela bonita avenida dos Plátanos e finalmente pela incrível ponte medieval sobre o rio Lima.

22a Etapa – Ponte de Lima a Rubiães (20 km): Esta etapa reserva a subida mais forte de todo o caminho – a serra de Labruja – , e é, não apenas por isso, uma das etapas mais bonitas. A passagem pela ponte sobre o Rio Lima é por si só um ponto alto, mas o caminho em seguida é cheio de trechos em plena natureza, com muito verde e riachos. Depois de Arcozelo, o peregrino já sente o ascenso. Cruza o rio Labruja, depois de passar por debaixo do viaduto da autoestrada, por um pontilhão improvisado, e em seguida, já passa por uma encosta forte. Segue o trajeto do rio, ouvindo por vários momentos as quedas d’água. Volta à estrada em Arco, e segue até a capela de N. Sra. das Neves, onde entra por uma via secundária, ainda em ascenso. Depois de alguns lugarejos, a subida empina de vez, num bosque de pinheiros. Passada a cruz dos franceses, chega-se ao ponto mais alto, a 400 m de altura. Em seguida, a descida se dá pelo mesmo bosque, e logo tem-se uma bela visão do vale. O peregrino ainda passa por mais uma ponte romana, a de Aqualonga. Depois de um trecho de bosque, o peregrino sai de frente ao residencial O Repouso do peregrino e segue pelo asfalto até o albergue de Rubiães, logo depois da igreja românica de Rubiães.

23a Etapa – Rubiães a Valença do Minho (17 km): O Caminho de Santiago Português chega ao fim do seu percurso em território português. A etapa é interessante pois há diversos marcos pelo caminho, relembrando a antiga via romana, e faz o peregrino sentir-se em pleno medievo. Por vários quilômetros depois de Rubiães o caminho recebeu calçamento de paralelepípedos, melhorando o caminhar, secando áreas normalmente encharcadas. Ainda no clima romano-medieval, há duas pontes medievais entre Rubiães e Valença do Minho, que também é um capítulo por si só. Como de praxe nos últimos trechos, esta etapa está bem sinalizada e percorre em sua maior parte trilhas entre bosques. Depois de Rubiães, o peregrino chega ao Santuário de São Bento da Porta Aberta e logo segue por uma trilha florestal, em descenso, às vezes com visão do vale do Minho e dos povoados a seguir. Passa-se por Pereira e Fontoura e a seguir Paços. Logo está a ponte medieval de Pedreira (logo depois de Rubiães está a ponte romana de Peorado) e um pouco depois já começa a área urbana de Valença e o peregrino percorre o bairro de Arão, e ao cruzar o viaduto da linha férrea, já está no centro moderno de Valença. O refúgio de São Teotônio está ao lado dos bombeiros voluntários, aos pés da fortaleza de Valença.

24a Etapa – Valença do Minho a Mos (25 km): O peregrino dá seus últimos passos em Portugal, e nada melhor do que fazê-los caminhando pela fortaleza de Valença. Saindo do albergue, ignore as flechas que encaminham o peregrino pela avenida dos bombeiros, e siga em direção à fortaleza e suba para o portão que dá vista para o albergue. Basta seguir pela rua principal da cidade fortificada, e depois da pousada, descer pelos túneis, e logo verá antigas setas amarelas encaminhando o peregrino direto à ponte internacional sobre o Rio Minho. Portugal fica para trás, e deixa saudades. O caminhante entra em Tuí e em poucos passos está de frente com a bela catedral fortaleza de Tuí, que de cima do morro vigia sua cidade irmã. A partir de agora, o caminhante terá muitas opções de alojamento nos albergue da Xunta da Galícia. Ao lado da catedral de Tuí está o primeiro. Depois de Tuí o peregrino caminha um pouco entre prados e caminhos, inclusive por duas ponte romanas, a da Veiga e a famosa ponte das febres. Depois entra em Magdalena, e um último trecho florestal, antes de chegar em Orbenlle, às portas do distrito industrial de O Porrino. Já com as indústrias à vista, aparece o malfadado trecho de 4 km de reta pela zona industrial. Terminado este, outro longo trecho retilíneo coloca o peregrino em O Porrino. Há a possibilidade de alojamento nessa cidade, no albergue da Xunta da Galícia, que não possui mais nenhum atrativo relevante ao peregrino. A seqüência continua infernal, sob asfalto e pelo acostamento de rodovias. Quando finalmente se abandona a autoestrada, Mos não está muito distante. O bom refúgio, também da Xunta, fica ao lado do Paço e em frente a um café-bar.

25a Etapa – Mos a Pontevedra (28 km): Entre Mos e Redondela há 10 km, sob asfalto mas bem tranquilos. O Caminho segue a via romana XIX, indicada por pequenos monolitos – assim como a sinalização jacobea – e até por um marco miliário original. Antes de chegar em Redondela, tem-se uma bela visão do vale. O albergue de Redondela fica bem no centro e é excelente. Logo atrás há uma igreja de Santiago. Em seguida, o retrato é sempre o mesmo: sempre sob asfalto, mas vários trechos de bosques e uma bela visão da baía de Vigo. Passa-se por Ponte Sampaio, já no distrito de Pontevedra. Em seguida, há uma bela trilha, entre árvores velhas e sob enormes pedras. Ao final, já entra o peregrino na zona urbana de Pontevedra, e na entrada da cidade, logo ao lado da linha férrea, está o ótimo albergue. Digno de nota é a igreja da Virgem Peregrina, no centro da cidade, cuja planta é no formato de uma vieira.

26a Etapa – Pontevedra a Briallos (19 km): Mais uma agradável etapa pelos bosques galegos. Depois de cruzar a ponte de Pontevedra, o caminho segue um pouco pela rodovia e corre em paralelo com a via férrea por um bom trecho. Depois de Alba, um dos trechos mais bonitos de todo o caminho, por bosque e ao lado de um riacho, que permite ao peregrino relaxar os pés cansados, com mais de 600 km rodados… Em seguida, depois do pueblo de San Amaro, vem Barros, que conta com um bom albergue alternativo, subindo a rua à direita, conforme sinalização, a 500 m do caminho. Mais adiante, o peregrino caminha um pouco pela rodovia, até um desvio – prestar atenção na seta, que está pintada no chão. Segue uma trilha entre as parreiras, até a placa anunciando o albergue, que está a 1 km do Caminho. O albergue é bom e há um mini-mercado perto da rodovia.

27a Etapa – Briallos a Padrón (24 km): Esta já é a penúltima etapa do Caminho Português. Do albergue de Briallos, caminha-se de volta 1 km para retornar às flechas. Segue-se um pouco pelas vinhas, para voltar à estrada e logo em seguida, junto a uma ermita, entrar numa pequena trilha de carvalhos e em seguida rural, que por fim desemboca em Caldas de Rei. Depois de Caldas, o Caminho ganha em beleza, numa pista florestal larga, passando por um vale e debaixo de um grande viaduto. Ao final desta, chega-se a Carracedo, e passando o pueblo, caminha-se um pouco ao lado da estrada para logo depois entrar em mais uma trilha florestal relativamente fechada. Ela termina já na zona urbana de Valga, que já está próxima de Pontecesures. Mais um pouco de caminhada e se alcança a ponte de Pontecesures e deste ponto não mais que 3 km separam o peregrino de uma importante cidade jacobea, Padrón. Na igreja de Santiago de Padrón está a suposta pedra (de onde vem o nome da cidade) onde foi amarrada a barca com o corpo do apóstolo, que ali chegou depois de navegar pelo rio Ulla. Ali, segundo consta no Código Calixtino, ocorreram vários milagres em favor dos discípulos do santo, que queriam apenas um local para enterrar o corpo de seu mestre. O refúgio, mantenido pela Xunta, esta ao lado do convento del Carmen, num edifício de pedra, muito bem reformado. Ainda, é possível subir ao monte santiaguino, atrás do convento, onde reza a lenda que Santiago pregou na sua jornada pela Galícia.

28a Etapa – Padrón a Santiago de Compostela (24 km): O Caminho Português chega aos seus últimos momentos. Logo depois de iniciar a etapa, o peregrino passa por Iria Flavia, mais um local vinculado ao Santiago. A colegiata era a antiga sede episcopal. Passada a igreja, o caminho atravessa diversas povoações antigas, entre casas de pedra e campos de cultivo, entre a linha férrea e a autoestrada. Ao fim deste trecho, o peregrino sai à rodovia na altura do Santuário da Escravitude. Ao lado da Igreja, o caminhante segue mais um caminho entre povoados e campos de cultivo, com uma bela visão da Galícia. Mais uma vez o peregrino volta à autoestrada, para logo em seguida entrar numa rodovia secundária. Um pouco antes de entrar numa via ainda menor, o peregrino tem a opção de continuar alguns metros para ficar no albergue de Teo, o último refúgio antes de Santiago. É uma alternativa ao albergue de Padrón em épocas cheias e uma opção para quem quer chegar antes da missa do meio dia em Santiago. O peregrino passa por um antigo cruzeiro gótico e um lindo carvalhal. A entorno vai se tornando cada vez mais urbano. Praticamente não há mais trilhas de terra, e as casas vão chegando em intervalos menores. Ao menos as vias são tranquilas e sem tráfego. Depois de uma curta trilha florestas, o peregrino segue em direção de O Milladoiro, onde, depois de uma breve subida entre árvores, terá a primeira vista das agulhas da Catedral, como ocorre no Monte do Gozo no Caminho Francês. Depois de cruzar a linha férrea por uma passarela, aparece a última ponte romana, sempre presentes pelo Caminho. Depois de atravessar o viaduto da rodovia, o peregrino já está na área urbana da cidade de Santiago. Falta pouco. Em ascenso, passa ao largo do Hospital Clínico, e praticamente em linha reta, sem erro, o peregrino aproxima-se da Praça do Obradoiro, ponto final desta longa e recompensante viagem.

23 respostas para Caminho Português ou Via Lusitana

  1. [...] as fotos do mesmo (clique aqui), e escrevendo um mini roteiro com etapas sugeridas (clique aqui). Qualquer dúvida, basta escrever um [...]

  2. Marcia Ramos disse:

    Muito bom conhecer a Momento Único, pois pretendo fazer o Caminho Português em 2011 e já estou me preparando, reunindo tudo o que posso sobre o caminho e praticando a caminhada.

    • katiaesteves disse:

      Olá Marcia,

      seja bem vinda, estou a sua inteira disposição para poder ajudar no que necessário.
      Bons ventos
      Katia Esteves

      • Cristina disse:

        Katia, voce fez o caminho desde san juan em 2009?
        se for voce nos encontramos em varioas cidades, estou indo fazer o caminho portugues dia 21…
        Meu nome e Cristina Flocco
        spu de São PAulo e se for voce vai lembrar…pq no final qdo almoçamos voce me perguntou qdo voltas? eu respondi. nunca mais
        Nunca mais é muito longe …estou voltando pq me apaixonei pelo caminho e é lá que vou curtir minhas ferias.
        beijos grande

  3. Tina disse:

    Ótimo post sobre o Caminho Português! Meu preferido até o momento (já foram 3 caminhos do Porto até Santiago).
    Estou super ocupada ultimamente, mas assim que der vou voltar e ler com muito mais cuidado e tempo!!
    Obrigada por dividir conosco esse caminho maravilhoso!!
    bjs,
    Tina

  4. Renato Lima disse:

    Pax Christi
    Obrigado pelas informações

  5. Oswaldo disse:

    Gostei. Muito boa a iniciativa. Grande ajuda para iniciantes como eu. Aliás, pretendo percorrer a rota portuguesa no final de abril partindo de Barcelos.

  6. Olá.
    Também eu quero fazer o Caminho e procuro informação. Ao ler os relatos das etapas do Caminho Português fiquei com uma dúvida.A etapa de Pontevedra a Briallos tem dois albergues? Barros e Briallos. Ou é um só albergue em Briallos? A sinalização é fácil de encontrar e seguir?
    Espero informação. Obrigado
    Cumprimentos.
    António

  7. CHRISTINA disse:

    hA MUITO QUERO E SEONHO EM FAZER O CAMINHO POIS AINDA NAO SEI AO CERTO COMO FAZE LO E SEI QUE SAIR DO BRASIL SEM TER TUDO ACERTADO E COMO UM JOGO ………..PRECISO DE TUDO E TODAS AS INFORMAÇOES NECESSARIAS SE ALGUEM PUDER ME AJUDAR FICAREI IMENSAMENTE GRATA

    • Cristina disse:

      Christina, eu sai do Brasil em 2009, sem saber nada do caminho.
      a unica coisa que sabia era que minha viagem seria dia 28 de outubro com retorno dia 01 de novembro.
      caminhei por 42 dias, fiquei parada 4 dias, pois tive tendinite.
      depois segui meu caminho e tudo que eu queria era chegar no meu tempo. Foi sacrificado?Sim. muitas vezes chegava chorando nos albergues de tão cansada que estava, mas no dia seguinte era só alegria…foram muitas emoções vividas no caminho.
      Dia 21 estarei partindo, mas dessa vez vou fazer o caminho Portugues, saindo de Porto. Resolvi ontem dia 12/01.
      Não tenha medo…tenha primeiramente coragem, fe, força de vontade e tudo que necessita na bagagem.
      abraços
      Cristina Flocco

  8. marjori disse:

    Henrique, estou indo fazer o CP, quero dicas….o caminho que vi no site da associaçao sao de 10 dias…eh isso mesmo??

    obrigada

  9. paulo disse:

    Muito obrigado pelas vossas informações e experiências. Qual é a melhor epoca para se fazer uma caminhada do Porto até Santiago de Compostela.
    PM

  10. Olá, pretendo fazer o Caminho Português à Santiago de COmpostela partindo de Lisboa, mas infelizmente o gui da da AGACS está com o arquivo corrompido. Gostaria que me enviasse por e-mail o arquivo em PDF do guia do caminho, para que eu possa me planejar. Tenho 20 dias pra fazer o trajeto e preciso definir os trechos, albergues, etc.

    Por favor, me ajude…….to com viagem marcada para 15 de agosto.

    obrigado

    Carpes

  11. Mekel disse:

    olá… Fiz a caminhada da cidade do Porto á Santiago de Compostela e a hospedagem mais em conta que encontrei foi no Resindecial Ponte Seca em Valença do Minho próximo ao Supermercado Lidl. Tenho boas recomendações a vcs Perigrinos em relação a preço, higiene e qualidade, fiz e faço todas minhas reservas pelo email residencialponteseca@gmail.com e 251822580.

  12. antónio henrique disse:

    Boa descrição do caminho. infelizmente não existem albergues nas primeiras etapas só a partir de Ponte de Lima.
    Vivo numa localidade da 12º etapa e tento ajudar naquilo que posso.
    queria fazer um reparo: na 12º etapa em avelãs de Caminho viram à esquerda (conforme sinalização) e entram na estrada real sempre bem sinalizada e chegam à cidade evitando a zona industrial, e é um percurso calmo e bonito

  13. armelini disse:

    Olá peregrinos

    Estou planejando fazer o caminho em maio de 2012, estou um pouco preocupado com a tracessia de estradas. É melhor iniciar a caminhada em um domingo ?

    • Ju Grijó disse:

      Olá Armelini! Você já decidiu a data e local de partida? Também percorrerei o Caminho de Santiago partindo de Lisboa em 11 ou 12/maio/2012. Quer trocar informações? Tenho bastante dados enviados de Brasilia (pelo Manuel), como poderiamos trocar e-mails? Aguardo contato.

      • katiaesteves disse:

        Olá Grijó,

        O caminho de Lisboa a Santiago possue alguns problemas sérios, um deles não há sinalização e caminha-se por alto pista.
        Portanto se quiser fazer de Porto a Santiago acabo de chegar de lá, está redondinho o caminho, Refiz também o caminho de Santarem a Golegã, esta parte esta muito bem sinalizada.
        Bons Ventos
        Katia esteves

  14. Olá peregrinos;
    Muito boa a descrição das suas etapas , estou orientando-me por ela , mas se tiveram mais que possam ajudar-me a programar, tenciono fazer a peregrinação a Santiago,vivo perto de Santarém e tenho dificuldades em definir um itinerário, tenciono ir em 2012 ou 2013.Obrigada pela ajuda. Se tiver algo mais envie-me por email. Obrigada.

  15. teresa maria tereso domingos disse:

    Boa tarde
    Gostaria de fazer “O caminho”, sair de Lisboa.
    Qual a data da partida a fim de fazer a marcação das férias, para essa data.
    Já fiz peregrinação a Fátima, e considero um “balsámo para a alma”
    Se fosse possivel obter mais informações, agradecia
    votos de um dia feliz
    teresa tereso

    • Ju Grijó disse:

      Olá Teresa, havia programado minha ida a Portugal para 8/maio, mas agora estou com minhas férias a partir de 24/abril e no meu roteiro está programado o começo do Caminho em Lisboa no dia 27/abril para chegada em Santiago em 27/maio, com passagem por Fátima. Estarei sózinha, será que não poderemos nos fazer companhia? Aguardo pelo seu interesse.

  16. Lílian Valente disse:

    Olá!

    Vou fazer o caminho português com meu pai, em setembro! Estou recolhendo informações pela internet mas não vejo muita informações de albergues por lá. Acho que são poucos realmente, né? E tem locais para carimbar o passaporte do peregrino por esse caminho? Nunca fizemos o caminho e adoraria ter contatos me ajudar com informações sobre ele! beijos a todos!

  17. Via Lusitana disse:

    Kátia, a nossa Associação tem remarcado o Caminho desde Lisboa.
    Agradecemos que sempre que haja algum local mal marcado nos informem para podermos remediar isso.
    No nosso site web (www.vialusitana.org) tentamos sempre ter a informação mais actualizada possível sobre locais de dormida e outras informações de interesse para o peregrino.
    Está prevista a abertura de novos albergues em Coimbra, Águeda e Albergaria ainda este ano.

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