Nota sobre o novo Albergue do Caminho Português em Padrón

julho 22, 2009

Aproveitando a deixa da notícia do novo albergue de Ponte de Lima, segue a nota da Associacao Galega dos Amigos do Caminho de Santiago (AGACS), sobre o novo albergue de peregrinos em Herbón, Padrón.

“Queridos amigos:

Después de desbrozar señalizar y limpiar el itinerario alternativo al
monasterio, el albergue de Herbón está a punto, el día 1 de agosto abrimos y
que salga el sol por Antequera y se ponga en Finisterre. Este es el cartel
que se colocará en todos los albergues previos, en español y en british para
que no haya lugar a errores. Aunque tengamos allí un sólo peregrino será
atendido como siempre nos enseñó la vieja hospitalidad del Camino: “hospes
eram et collegiste me” Y cuando no podamos hacerlo así tiraremos la llave al
mar.

Desde Galicia, abrazos, José Antonio de la Riera, AGACS.
________

Amigos peregrinos: os comunicamos que la Asociación Galega de Amigos do
Camiño de Santiago, AGACS, siguiendo con su intención de ofrecer nuestra
hospitalidad en Galicia, ha llegado a un acuerdo con la comunidad
franciscana del histórico Convento de San Antonio de Herbón, en Padrón, para
asumir y gestionar, la acogida y hospitalidad fraternal a los peregrinos
jacobeos. Será un albergue atendido por peregrinos, para peregrinos en el
que os acogemos con el espíritu de la vieja hospitalidad del Camino de
Santiago. En ese sentido el Albergue de Peregrinos San Antonio abrirá sus
puertas a las 16’00 horas y dispondrá de 22 plazas, en las que tendrán
prioridad los peregrinos de a pie, en las que NO SE ADMITIRÁN GRUPOS, COCHES
DE APOYO NI RESERVAS y en las que el peregrino que llegué destrozado y
necesitado SIEMPRE encontrará sitio. En esta acogida tradicional os
ofrecemos cena y desayuno para poder compartir vuestro Camino en un espacio
de paz y bien.
Para llegar al albergue, en el lugar de San Xulían, en el Concello de
Pontecesures, os encontrareis en un cruce en el que girando a la izquierda
continuaréis por el Camino Portugués hacia Padrón 2,7 Km., o si giráis a la
derecha podréis tomar la “ALTERNATIVA” que os llevará al Convento de Herbón
que está situado a 2,7 Km. del Camino Portugués. Como veréis la distancia
desde ese punto hasta el albergue de Padrón o hasta el albergue de Herbón,
es la misma. Para no confundir a los peregrinos hemos señalizado la
alternativa a Herbón con flechas rojas y hemos colocado este cartel
anunciador en el cruce. Buen Camino, ultreia y “Sant Yago” adjuvanos.”


Novo Albergue no Caminho Português

julho 21, 2009

Segue nota da Imprensa sobre a abertura do albergue de peregrinos de Ponte de Lima. Em Padrón também há um novo albergue, a abrir em agosto, mas esse já é na Galícia, onde nao há uma grande necessidade de novos refúgios. A notícia abaixo do novo albergue de Ponte de Lima, no entanto, é animadora, já que faltam refúgios em Portugal.

Faço uma observação ainda: é possível dividir a longa etapa entre Barcelos e Ponte de Lima ficando em Vitorino dos Pioes, na casa da família de Fernanda e Jacinto, logo na entrada da cidade. Curiosamente, tal fato não é comentado pelos guias.

E, para aqueles buscando informações sobre o Caminho Português, estou, aos poucos, fazendo etapa por etapa do Caminho desde Lisboa (clique aqui para ver), carregando as fotos do mesmo (clique aqui), e escrevendo um mini roteiro com etapas sugeridas (clique aqui). Qualquer dúvida, basta escrever um comentário.

“NOTA DE IMPRENSA

ABERTURA DO ALBERGUE DE PEREGRINOS DE PONTE DE LIMA

Desde a Idade Média, a partir do início do movimento de Peregrinos ao Túmulo do Apóstolo São Tiago, naquele que passou a designar-se Caminho Português de Peregrinação a Santiago, que Ponte de Lima se tornou ponto de passagem obrigatória de todos os que calcorreavam velhas e seculares vias que os conduziam à obtenção da indulgência, simbolizada pela “Compostela”.

Esse movimento, que esmoreceu durante uma ou outra época, está notoriamente em crescimento e são já muitas centenas os Peregrinos que, cada ano, passam por Ponte de Lima dirigindo-se a Santiago de Compostela pela muito célebre Serra da Labruja, marco simbólico do Caminho Português, sem esquecer que outros, por sua vez, peregrinam no sentido inverso em direcção a Fátima

Vindos do Sul, por Barcelos, naquele que é considerado a espinha dorsal do Caminho Português, ou por Braga, os Peregrinos a caminho de Santiago passam obrigatoriamente em Ponte de Lima, para cruzar a ponte romana e medieval, símbolo nacional do Caminho Português, que lhes permite – e permitiu durante séculos – a travessia, com segurança, do Lima.

O Município de Ponte de Lima, consciente de todos esses factores, disponibiliza, a partir do dia 18 de Julho de 2009 – exactamente uma semana antes do Dia do Apóstolo São Tiago (25 de Julho) – as novas instalações do Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima, sitas à Casa do Arnado, no Largo de Além da Ponte, junto ao Caminho Português de Santiago.

Com instalações modernas, recuperadas e devidamente adaptadas para o efeito, o Albergue dispõe de Recepção, Cozinha, Sala de Refeições, Lavandaria, Sala de Estar/Convívio, Instalações sanitárias com água quente, Dormitórios e Acesso gratuito à Internet, acessíveis a qualquer pessoa que reúna as condições de Peregrino, por preços simbólicos que variam entre os 3,00€ e os 12,00€, de acordo com a Normas de Utilização devidamente aprovadas pelo Executivo Municipal. O horário de funcionamento/atendimento aos Peregrinos é das 17h00 às 22h00.

Está assim dado mais um passo de primordial significado para reunir as necessárias estruturas logísticas, de apoio e de alojamento para os Peregrinos, no trajecto principal entre as cidades do Porto e Santiago de Compostela.

Estamos conscientes que o novo Albergue de Ponte de Lima será um modelo para outros que venham a ser criados no território nacional, e todos os Peregrinos serão acolhidos de uma forma peculiar, pois Ponte de Lima sempre soube receber, de maneira especial, todos quantos a visitam.

Município de Ponte de Lima

Gabinete do Presidente da Câmara Municipal”


Caminho Português – 2a Jornada: Vila Franca de Xira a Azambuja

julho 12, 2009

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Bem, como dito antes, já na nossa primeira jornada tivemos nosso orgulho ferido e tivemos que ir de táxi para Vila Franca de Xira. De todo modo, no mapa acima está indicado também o caminho de Alverca até Vila Franca.

E também como mencionado, esta etapa nao possui nenhum atrativo maior. Pelo contrário, é talvez a mais feia de todas, pois é inteiramente sob asfalto. Pra piorar, logo depois de Vila Franca há uma travessia dupla de autovia de alta velocidade. Nada muito encorajador. O curioso, para mim, é que depois de atravessar a autovia duas vezes, o curso tomado é ao lado da via férrea, que vem desde Vila Franca. Por quê nao, entao, caminhar desde o início ao lado dos trilhos? Perguntava isso pra flechas…

De todo modo, persegue-se a via férrea até Vala do Carregado, onde tomamos à esquerda para desviar de uma usina termoelétrica. Depois, entre campos de cultivo (o que significa nada de sombras) mas sob o asfalto, seguimos para Vila Nova da Rainha, onde há a primeira sombra neste trecho, num pequeno parque ao lado da rodovia.

Depois de uma merecida pausa na vila, nós seguimos as flechas que nos levaram de volta à rodovia N3, para uma longa, entediante e estafante caminhada até Azambuja. Nós ficamos no Residencial Primavera, bem próximo da estacao de trem, mas há a possibilidade de alojamento com os Bombeiros, que ficam na entrada da cidade.

Por enquanto, estávamos inteiros… Jantamos no café logo embaixo da pensao, muito bom por sinal, e conhecemos Jesús, um basco que também fazia o Caminho desde Lisboa. Mas como tinha o joelho fraco, fazia trechos de ônibus. Infelizmente nao o encontramos mais.

Estacao de trem de Azambuja

Estacao de trem de Azambuja

Ultreya! A Santiago!


Caminho Português – 1a Jornada: Lisboa a Alverca do Ribatejo

julho 3, 2009

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Cá está nossa primeira jornada, longos 32 km. De cara, digo que é difícil demais fazer tudo isso de uma vez só, principalmente como primeiro dia. Porém, as opcoes sao poucas para dividir a etapa. Ainda, atrevo-me a dizer que de Lisboa a Santarém (final da 3a etapa) nao há nada de muito interessante (a nao ser a própria Lisboa), e o trajeto é praticamente sobre asfalto – e até que isso mude, talvez seja melhor comecar em Santarém.

De qualquer forma, vale a pena dividir o trajeto ainda em Lisboa, fazendo a primeira pernoite no albergue da Juventude do Parque das Nações, um pouco menos da metade do total do trajeto. (Dica dada por Eva e Irene, as mineiras peregrinas). Veja aqui o mapa.

Muito interessante é passar pela Alfama, antigo bairro lisboeta, logo depois de partir da Catedral da Sé, ponto inicial do Caminho Português. Porém, o ambiente medieval das ruelas estreitas logo dá lugar ao cenário urbano de carros e barulho. Assim até o Parque das Nações, bairro moderno de Lisboa, que pelo menos é um bonito passeio pelo rio Tejo, que nao abandonaremos até Santarém. Ao final do parque, entra-se em Sacavém, e aí começa uma longa e solitária caminhada ao lado de um afluente do Tejo, até Apriete. Só ali, uns 10 km depois, que encontramos um bar para descansar e beber algo.

Depois de Alpriete, um trecho de estrada e outro por campos de cultivo, até cruzar um túnel e ir em direcao de Povoa de Santa Iria. Ali, estávamos esgotadíssimos… Fazer tudo isso de primeira é pedir pra ter bolhas (logo, fica a dica…). Cruzamos a linha de trem e no último trecho antes de Alverca, mais um longo trecho por campos de cultivo, sem uma sombra sequer, ao lado da via férrea. Entra-se na cidade pela estacao de trem, e seguindo reto até o centro urbano chegamos aos Bombeiros Voluntários, que para nossa surpresa nao nos acolheram e ainda disseram que tal coisa era uma “lenda”.

Como já passava de 12 horas de caminhada, pedimos – com o orgulho ferido, diga-se de passagem – ajuda a um taxista, mas nao achamos alojamento na cidade. Nossa opcao foi ir até Vila Franca de Xira, 8km adiante, para ter um cama.

Bom, esse foi nosso primeiro dia. Para quem interessa fazer esse trecho, recomendo fortemente que divida o dia na pousada da juventude do Parque das Nações e reserve com antecedência um lugar em uma das parcas e toscas habitacoes de Alverca, ou caminhe mais 4km até Alhandra, onde os Bombeiros Voluntários aceitam sim peregrinos.

Primeiro Marco do Caminho

Primeiro Marco do Caminho

A Santiago!

Henrique Gerken Brasil


A Via Lusitana atualizada

maio 28, 2009

Segue nosso caminho atualizado, até Lugar do Corgo:


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Madrid – Saint Jean Pied de Port por trem

abril 19, 2009

Hoje, na nossa já tradicional caminhada preparatória para o Caminho de Santiago, conhecemos dois amigos que irão pro Caminho em maio – além de um terceiro peregrino veterano, que merece uma postagem só pra ele.

Eles me perguntaram como fazer pra ir de Madrid pra Saint Jean, e sugeri ir de trem, como eu fiz um ano atrás, para fugir do ônibus+táxi.

Logo, fui buscar esses dados, pois já é hora de que se tenha tais informações mais facilmente na internet. Não há um trem direto e faz-se 2 baldeações até chegar em Saint Jean.

De Madrid, há trens diários para Hendaya, que é a cidade francesa que faz fronteira com Irún, última cidade espanhola na fronteira, bem no país basco. Horários de saída são 7:40, 8:00 e 16:10, com chegada em Hendaya às 13:04, 13:54 e 22:30, respectivamente.

Em Hendaya, há dois horários para Bayonne, onde ocorre mais uma baldeação: 14:02 e 17:22, chegando em Bayonne às 14:46 e 18:02, respectivamente.

E em Bayonne, na última baldeação para Saint Jean, há de se tomar cuidado, pois há pouquíssimo tempo para trocar de trem, e ainda deve se comprar a passagem para este último trecho. No desespero, compra-se a passagem já dentro do trem. Os  horários são 15:06 e 18:12, respectivamente. Mais uma hora e Saint Jean já terá sido alcançada.

Esta opção, de trem, serve mais àqueles que chegam por Madrid e não vão direto para Pamplona de avião, considerando ainda o horário de chegada. Àqueles que têm mais tempo, creio que esta opção é a mais razoável.

Compra-se a passagem para o trecho espanhol em Madrid, na estação Atocha – mais central – ou na Chamartín, de onde partirá o trem.

Enfim, fica a dica. Sempre é bom confirmar os horários, pois é algo em constante mudança. Os horários podem ser vistos nos sites das empresas ferroviárias espanhola e francesa: www.renfe.es e www.sncf.fr, pros trechos espanhóis e franceses, respectivamente.

Herru Sanctiagu, Grot Sanctiagu, E ultreia, e sus eia. Deus, adjuva nos.

Henrique Gerken Brasil


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