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Bem, como dito antes, já na nossa primeira jornada tivemos nosso orgulho ferido e tivemos que ir de táxi para Vila Franca de Xira. De todo modo, no mapa acima está indicado também o caminho de Alverca até Vila Franca.
E também como mencionado, esta etapa nao possui nenhum atrativo maior. Pelo contrário, é talvez a mais feia de todas, pois é inteiramente sob asfalto. Pra piorar, logo depois de Vila Franca há uma travessia dupla de autovia de alta velocidade. Nada muito encorajador. O curioso, para mim, é que depois de atravessar a autovia duas vezes, o curso tomado é ao lado da via férrea, que vem desde Vila Franca. Por quê nao, entao, caminhar desde o início ao lado dos trilhos? Perguntava isso pra flechas…
De todo modo, persegue-se a via férrea até Vala do Carregado, onde tomamos à esquerda para desviar de uma usina termoelétrica. Depois, entre campos de cultivo (o que significa nada de sombras) mas sob o asfalto, seguimos para Vila Nova da Rainha, onde há a primeira sombra neste trecho, num pequeno parque ao lado da rodovia.
Depois de uma merecida pausa na vila, nós seguimos as flechas que nos levaram de volta à rodovia N3, para uma longa, entediante e estafante caminhada até Azambuja. Nós ficamos no Residencial Primavera, bem próximo da estacao de trem, mas há a possibilidade de alojamento com os Bombeiros, que ficam na entrada da cidade.
Por enquanto, estávamos inteiros… Jantamos no café logo embaixo da pensao, muito bom por sinal, e conhecemos Jesús, um basco que também fazia o Caminho desde Lisboa. Mas como tinha o joelho fraco, fazia trechos de ônibus. Infelizmente nao o encontramos mais.

Estacao de trem de Azambuja
Ultreya! A Santiago!
Escrito por Henrique Gerken Brasil 

