Caminho Português – 2a Jornada: Vila Franca de Xira a Azambuja

julho 12, 2009

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Bem, como dito antes, já na nossa primeira jornada tivemos nosso orgulho ferido e tivemos que ir de táxi para Vila Franca de Xira. De todo modo, no mapa acima está indicado também o caminho de Alverca até Vila Franca.

E também como mencionado, esta etapa nao possui nenhum atrativo maior. Pelo contrário, é talvez a mais feia de todas, pois é inteiramente sob asfalto. Pra piorar, logo depois de Vila Franca há uma travessia dupla de autovia de alta velocidade. Nada muito encorajador. O curioso, para mim, é que depois de atravessar a autovia duas vezes, o curso tomado é ao lado da via férrea, que vem desde Vila Franca. Por quê nao, entao, caminhar desde o início ao lado dos trilhos? Perguntava isso pra flechas…

De todo modo, persegue-se a via férrea até Vala do Carregado, onde tomamos à esquerda para desviar de uma usina termoelétrica. Depois, entre campos de cultivo (o que significa nada de sombras) mas sob o asfalto, seguimos para Vila Nova da Rainha, onde há a primeira sombra neste trecho, num pequeno parque ao lado da rodovia.

Depois de uma merecida pausa na vila, nós seguimos as flechas que nos levaram de volta à rodovia N3, para uma longa, entediante e estafante caminhada até Azambuja. Nós ficamos no Residencial Primavera, bem próximo da estacao de trem, mas há a possibilidade de alojamento com os Bombeiros, que ficam na entrada da cidade.

Por enquanto, estávamos inteiros… Jantamos no café logo embaixo da pensao, muito bom por sinal, e conhecemos Jesús, um basco que também fazia o Caminho desde Lisboa. Mas como tinha o joelho fraco, fazia trechos de ônibus. Infelizmente nao o encontramos mais.

Estacao de trem de Azambuja

Estacao de trem de Azambuja

Ultreya! A Santiago!


Caminho Português – 1a Jornada: Lisboa a Alverca do Ribatejo

julho 3, 2009

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Cá está nossa primeira jornada, longos 32 km. De cara, digo que é difícil demais fazer tudo isso de uma vez só, principalmente como primeiro dia. Porém, as opcoes sao poucas para dividir a etapa. Ainda, atrevo-me a dizer que de Lisboa a Santarém (final da 3a etapa) nao há nada de muito interessante (a nao ser a própria Lisboa), e o trajeto é praticamente sobre asfalto – e até que isso mude, talvez seja melhor comecar em Santarém.

De qualquer forma, vale a pena dividir o trajeto ainda em Lisboa, fazendo a primeira pernoite no albergue da Juventude do Parque das Nações, um pouco menos da metade do total do trajeto. (Dica dada por Eva e Irene, as mineiras peregrinas). Veja aqui o mapa.

Muito interessante é passar pela Alfama, antigo bairro lisboeta, logo depois de partir da Catedral da Sé, ponto inicial do Caminho Português. Porém, o ambiente medieval das ruelas estreitas logo dá lugar ao cenário urbano de carros e barulho. Assim até o Parque das Nações, bairro moderno de Lisboa, que pelo menos é um bonito passeio pelo rio Tejo, que nao abandonaremos até Santarém. Ao final do parque, entra-se em Sacavém, e aí começa uma longa e solitária caminhada ao lado de um afluente do Tejo, até Apriete. Só ali, uns 10 km depois, que encontramos um bar para descansar e beber algo.

Depois de Alpriete, um trecho de estrada e outro por campos de cultivo, até cruzar um túnel e ir em direcao de Povoa de Santa Iria. Ali, estávamos esgotadíssimos… Fazer tudo isso de primeira é pedir pra ter bolhas (logo, fica a dica…). Cruzamos a linha de trem e no último trecho antes de Alverca, mais um longo trecho por campos de cultivo, sem uma sombra sequer, ao lado da via férrea. Entra-se na cidade pela estacao de trem, e seguindo reto até o centro urbano chegamos aos Bombeiros Voluntários, que para nossa surpresa nao nos acolheram e ainda disseram que tal coisa era uma “lenda”.

Como já passava de 12 horas de caminhada, pedimos – com o orgulho ferido, diga-se de passagem – ajuda a um taxista, mas nao achamos alojamento na cidade. Nossa opcao foi ir até Vila Franca de Xira, 8km adiante, para ter um cama.

Bom, esse foi nosso primeiro dia. Para quem interessa fazer esse trecho, recomendo fortemente que divida o dia na pousada da juventude do Parque das Nações e reserve com antecedência um lugar em uma das parcas e toscas habitacoes de Alverca, ou caminhe mais 4km até Alhandra, onde os Bombeiros Voluntários aceitam sim peregrinos.

Primeiro Marco do Caminho

Primeiro Marco do Caminho

A Santiago!

Henrique Gerken Brasil


De volta

julho 3, 2009

Voltamos. Foram-se 2 meses, mas parece muito mais. E agora, passado tudo, digo que o Caminho Português desde Lisboa é uma grande aventura – é uma empreitada que às vezes parece às cegas. Longas jornadas, calor, chuva, voltas, caminhos errados. Mas muita beleza, tranquilidade e amizades.

Aos poucos, irei publicando etapa por etapa da nossa aventura, com todas as peripécias da Dna. Katia… ;)

Início do Caminho Português

Início do Caminho Português

Ultreya!

Henrique Gerken Brasil


Calor saariano português

maio 6, 2009

E não é que em Portugal também faz calor? Não temos termômetro à mão, mas depois do meio-dia faz uns belos 30 graus…

Quanto à ontem: a saída de Lisboa é tranquila, pelas ruelas de Alfama, depois o Parque das Nações, e aí… aí mais nada por uns 10km. Só o sol nos acompanhando… Andamos mais de 12hs, recebemos carinho de alguns portugueses, mas não um teto… não havia mais nada em Alverca, e tivemos que ir para Vilafranca de táxi… mto frustrante… mas hoje deu tudo certo, caminhamos belos 20km e estamos em Azambuja, muito bem hospedados, e conhecemos o primeiro peregrino a Santiago, um basco de San Sebatián.

Cansaço, bolhas no pé, mas felizes! E vamos caminhando!

Preciso ir, a lavanderia fecha às 20h! ;)

Abs e Ultreya!

Henrique


Chegamos e já partiremos

maio 4, 2009

Novamente encontro-me diante de contagem regressiva em um computador. Nada mais irritante. Porém, dois dias em Lisboa compensam qualquer irritação.

Enfim, chegamos ontem no tempo previsto, mas a fila dos passaportes nos roubou 2h30. E, incrivelmente, mesmo assim, domingo foi bem proveitoso. Angelo e sua mãe ficaram conosco até 12h30, já que tinham conexão para Pamplona. Já a Laila ficou conosco até hoje de manhã, pois não conseguiu adiantar seu voo para Pamplona (ela adiantou um dia a partida de São Paulo. E pela cara dela, ela gostou de Lisboa. Vimos ontem toda a Alfama, com a Sé e o Castelo de São Jorge, depois a rua Augusta e arredores. E tivemos um bom jantar.

Hoje ela partiu, e corremos de manhã para ver antes a Torre de Belém, o mosteiro dos Jerônimos e o Monumento às Navegações. Deu tempo, em cima da risca.

Agora estamos sozinhos, e amanhã já partimos. Hoje achamos a primeira  flecha amarela na Sé e o arrepio foi inveitável…

Mais notícias assim que possível.

Abraços e ultreya!

Henrique Gerken Brasil


Ansiedade

abril 22, 2009

Mesmo com todos os quilômetros percorridos, é incrível a ansiedade em que me encontro.

Viajarei para Portugal dia 02 de Maio para fazer levantamento do Caminho Português de Lisboa a Santiago de Compostela.

Depois farei de Porto à Braga, depois a Coimbra.

Quero buscar o coração deste país, mostrar a alma que se esconde através de suas matas, bosques, vales. Quero viajar nos braços da Mãe Natureza, abraçar árvore de carvalho, agradecer a cada passo por amigos, pela paz mundial, pela minha família.

O escudo protetor de minha alma está abrindo a guarda, meus passos são firmes mas meus pensamentos vagueiam pelo Universo, cavalgando por estrelas solitárias em busca de paz.

Katia Esteves


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