Caminho Português – 26a Jornada: Redondela a Pontevedra

dezembro 20, 2009

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Cada vez mais sentimos a aproximação de Santiago. As referências ao caminho estão presentes a todo o momento. É possível sentir a fundo a Galícia, com sua chuva e umidade, além dos trechos florestais. Pena que são curtos, mas pelo menos há aos montes. Esta etapa é também curta – e depois de mais de 3 semanas caminhando, 18 km não assustam muito. Saímos do albergue de Redondela e caminhando pelas ruas estreitas do centro histórico, desviamos alguns metros para passar em frente à Igreja de Santiago, que no momento estava fechada, mas seus sinos trabalhando. Passamos por debaixo de um dos enormes viadutos férreos que marcam a cidade e depois atravessamos a autoestrada para seguir o caminho por ruas mais tranquilas, e sempre próximo da Ría de Vigo. Poucos quilômetros depois do início começa uma leve subida. E logo há uma área de descanso – que parece estar no lugar perfeito, na hora certa. Há uma fonte com vieiras e um belo cruzeiro de Santiago. Deste ponto até Pontesampaio, o próximo vilarejo, o caminho segue por uma trilha no alto, de onde podemos ver a Ría, os povoados pesqueiros, criação de ostras. Um belo presente para começar o dia.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Depois desse pequeno trecho verde iniciamos uma descida em direção a Arcade e Pontesampaio. Uma pequena caminhada urbana nos leva à ponte Sampaio, construída no final do século XVIII, e palco de uma batalha entre espanhóis e tropas napoleônicas na época da invasão francesa. É um episódio de orgulho, pois os espanhóis conseguiram impediu os invasores. Em seguida, voltamos a subir e passamos por uma trilha entre campos e riachos. Em certos momentos nota-se ainda grandes paralelepídos típicos das calcadas romanas, cujo traçado ainda seguimos. A trilha e a subida são deveras longas.

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Ao fim da trilha voltamos a uma caminhada urbana, mas bem tranquila, pois é feita por ruas pouco movimentadas. Logo entramos no perímetro urbano do município de Pontevedra, e após atravessarmos uma autoestrada e passar por debaixo do viaduto férreo encontramos o albergue, mais um muito bem feito e cuidado. No entanto, está longe do centro, o que nao impede uma visita à Igreja da Virgem Peregrina – cujo planta tem forma de vieira -, ao Convento de São Francisco e à Basílica de Santa Maria Maior. No dia seguinte, o peregrino ainda passa pela réplica de um miliário romano que foi achado à base da ponte do Burgo. Não à toa que Pontevedra é considerada a capital do Caminho Português.

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Caminho Português – 25a Jornada: O Porriño a Redondela

dezembro 18, 2009

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Nesse dia perdemos nossa manhã graças ao triste episódio do dia anterior, quando sumiu nosso aparelho de GPS. Além de termos procurado em tudo quanto é canto, fui também à prefeitura para fazer com a polícia um boletim de ocorrência. Aparentemente, a polícia de lá é um tanto parecida com a daqui e não mostraram muito empenho em fazer alguma coisa.

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De todo modo, a etapa até Redondela é de tiro curto, uns 15 km. O sugerido em guias é sair de Valença/Tuí e ir direto a Redondela, o que soma mais de 31 km. Mas para quem não tem pressa… A saída d’O Porriño é como a chegada, pela estrada, em meio a caminhões. Há um e outro desvio, mas eventualmente cruzamos a autoestrada e seguimos em direção a Mos, passando por alguns povoados. Em Mos há um simpático albergue, bem cuidado, cujas chaves estão com a dna. Flora, que cuida do mercado em frente. A igreja de Mos, românica, chama a atenção.

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Em Mos há um simpático albergue, bem cuidado, cujas chaves estão com a dna. Flora, que cuida do mercado em frente. A igreja de Mos, românica, chama a atenção. Aqui começa uma leva subida, que apesar de não ser muito forte, é prolongada. Ao menos não estamos mais dividindo o caminho com tráfico. Deste ponto até a entrada de Redondela o trecho é bastante verde e há um e outro cruzeiro ou cruz para indicar o caminho certo.

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Ao fim da subida, já podemos ver a Ría (baía) de Vigo, numa esplêndida visão do vale. A descida é tranquila, o cenário ainda é o mesmo, algumas casas, carvalhos antigos, algumas parreiras… É a Galícia. Saímos dessa ambiente e caímos direto na estrada, mas por um pequeno trecho, e entramos na cidade ao lado do Convento de Vilavella. Para chegar ao albergue, basta seguir reto pela avenida em frente, até chegar num largo. O albergue é uma antiga construção reformada e sem dúvida está na lista dos melhores albergues da Galícia. Logo atrás do albergue está a igreja de Santiago.

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