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Essa etapa foi umas das mais – senao a mais – dificultosas que tivemos. Caminhar de manha por Santarém, por seu centro velho, é um dos bons momentos que o peregrino tem em todo o Caminho. A visao do rio Tejo, na trilha junto às muralhas da cidade, entao, nem sem fala.
| Von Caminho de Santiago Português 2009 |
Mas, logo depois, já em Ribeira de Santarém, povoado abaixo de Santarém, as setas já desaparecem. Se eu nao soubesse que deveríamos cruzar a linha férrea, teríamos ido direto pra Fátima… Em seguida, depois de um trecho de asfalto, entre vinhedos e Santarém já lá ao longe, uma seta imponente nos manda para dentro dos vinhedos.
| Von Caminho de Santiago Português 2009 |
Há poucas setas, e quando as há, estão erradas… Resultado: nos perdemos e fomos parar em Alcanhões, direção contrária de Vale do Figueira, onde deveríamos ir. Cansados demais para voltar pro Caminho correto, decidimos voltar para Santarém e visitar Fátima, desejo incontido da Katia.
Dia seguinte, voltamos pro local onde nos perdemos para ver que a flecha estava escondida no mato. Continuamos corretamente dessa vez, passamos por Vale de Figueira e novamente estávamos em campos de cultivo. Flechas? Raras. Numa nova bifurcação, mais confusão. Acabamos chegando em Pombalinho, povoado sequer citado pelo guia. Golegã estava a 13 km dali ainda. Já estávamos esgotados, e não daria mais pra continuar… Mais uma vez, envergonhados, pegamos um táxi pra Golegã… Pelo menos, a nosso favor, podemos dizer que a etapa é dura demais.
Escrito por Henrique Gerken Brasil 