Caminho Português – 16a Jornada: Lourosa a O Porto

outubro 18, 2009

Esta etapa tem como fim a famosa cidade d’O Porto, berço do país português, terra do vinho do Porto, entre outras coisas. É uma cidade das mais interessantes do mundo, e merece, por si só, alguns dias de visita. Em relação ao Caminho, sempre foi passo de peregrinos, desde os tempos medievais. Hoje não se encontra mais sinais jacobeos, além das recentes flechas amarelas. Encontrou-se, contudo, uma cruz de Santiago em uma igreja da Lapa, próxima do Caminho. Ainda, há uma associação jacobéia na cidade que ajuda os peregrinos no que for necessário.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Saímos de Lourosa, e voltamos para o ponto onde saímos da trilha. Seguimos pela urbanização, até chegarmos na N-1, mais uma vez a rodovia serve de caminho. A sinalização é ruim, como é de praxe nesse cenário de asfalto e carros, portanto cuidado. Por um breve momento, caminha-se paralelamente à rodovia para eventualmente cruzá-la. Se você chega a uma rotátoria, você passou do desvio, portanto volte um pouco. No caso, nós passamos retos, e caminhamos direto pela N-1 até encontrarmos placas sinalizando o Mosteiro de Grijó, que era nosso primeiro objetivo na etapa.

Von Caminho de Santiago Português 2009

O Mosteiro de Grijó já é citado pelo peregrino italiano Confalonieri, em seu relato medieval, inclusive foi onde pernoitou. O mosteiro com certeza foi testemunha de muitos caminhantes. Tem uma área enorme e foi, à sua época, muito influente. A igreja foi recentemente reformada, e depois de alguma insistência tocando a campainha, conseguimos entrar e visitar o claustro, a sacristia e a igreja. Imperdível.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Depois de passar pro Grijó, seguimos por uma leve subida, passamos por alguns núcleos urbanos e chegamos em mais um atrativo desta etapa, qual seja, um belo trecho de calçada romana entre belos bosques. Um último alento antes do enorme trecho urbano de Vila Nova de Gaia e O Porto.

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Depois de cruzar um enorme viaduto, entramos em Vila Nova. Há boa sinalização, mas mesmo no caso de se perder, basta sempre seguir reto pela grande avenida. Eventualmente, chega-se na Ponte D. Luis I, do mesmo arquiteto da torre Eiffel. Dependendo do horário, pode-se chegar ali com o sol já baixo no horizonte, iluminando o famoso rio Douro. Foi o nosso caso, e devo dizer que é uma das mais belas entradas em uma cidade em todo os Caminhos. É um ponto significativo, pois já se foram quase 500 km de caminhada. E a partir d’O Porto o caminho está bem melhor estruturado, e há cada vez mais albergues e referências a Santiago.

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Aqui também cabe um conselho: as flechas, ao chegar na ponte, indicam o peregrino para a parte baixa da mesma – a estrutura é dupla, a parte de baixo para carros e a de cima para o bonde – que o levará para a Ribeira, zona turística d’O Porto. Porém, nos parece muito mais interessante fazer a travessia do Douro pela parte alta da ponte. A vista é de tirar o fôlego, e ainda por cima o peregrino chega direto na Catedral da Sé, onde pode carimbar a credencial e onde começa o Caminho Português mais conhecido.

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Caminho Português – 15a Jornada: Oliveira de Azeméis a Lourosa

outubro 12, 2009

Essa foi uma das etapas mais tranquilas, apesar de termos caminhado fora da trilha correta por duas vezes. Tempo bom, distância idem, não mais que 20 km. Como já estávamos perto de O Porto, áreas rurais e florestais rarearam. Creio que estávamos sempre dentro de zonas urbanas e sob muito asfalto, mas não foi incoveniente. Deixamos Oliveira para trás, cidade mui hospitaleira, e logo passamos por Santiago Ribeira-Ul, que não por acaso tem uma igreja de Santiago. Curiosamente, não há indicação nenhuma sobre isto, mas nada que se resolva seguindo a torre da igreja.

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Depois de atravessar a linha férrea por entre um bosque, entramos na Vila de Cucujães, onde há um enorme mosteiro no alto do morro – e que me arrepende de não ter ido atrás. Seguindo em frente, passamos pelo vale – do Rio Ul, imagino – e já entramos em São João da Madeira, cidade relativamente grande, famosa pela sua indústria de chapéus. Muito cuidado aqui, pois a sinalização é fraca demais, feita na altura dos carros, que acabam por escondê-la.

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Depois de passar pela igreja matriz, continuamos por uma avenida, e, ao invés de entrarmos no bairro de Arrifana, seguimos em frente, até chegar na autovia. Só depois percebi que realmente estávamos errados, pois apesar de não ver as flechas amarelas, havia as azuis do caminho de Fátima, e seguíamos estas ao contrário. E fica a lição de que nem sempre o Caminho de Fátima é o de Santiago ao inverso. E não muito adiante, reencontramos o caminho correto.

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Em seguida, voltamos à rodovia N-1, para um longo trajeto, que ao menos contava com vários bosques. Num certo momento, ao passar por um grande hotel na beira da estrada, o caminho corta a rodovia e encontra a Estrada Real, que por diversas vezes seria o nossa caminho. E logo depois, o peregrino encontra, feliz, um trecho original de calçada romana, bem conservado, e outros nem tanto. Mas nota-se que a partir dessa etapa há cada vez mais elementos que ajudam o caminhante a sentir um pouco da história deste caminho.

Von Caminho de Santiago Português 2009

A calçada romana nos leva por Ferrada, já ao lado de Lourosa. Pelos guias disponíveis, a etapa iria até O Porto, num trajeto beirando 40 km. Mas munidos com a dica valiosa de nossas queridas amigas mineiras, Eva e Irene, sabíamos da possibilidade de acolhida pelos bombeiros de Lourosa. Logo, perguntamos aos locais como ali chegar, e desviando apenas 750 m do caminho, chegamos ao quartel, que fica à beira da N-1. Tivemos uma boa recepção, um bom dia e um bom descanso para enfrentar a próxima etapa até a emblemática cidade d’O Porto.

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Caminho Português – 14a Jornada: Albergaria-a-Velha a Oliveira de Azeméis

outubro 8, 2009

Bem, depois de um longo hiato, voltemos ao Caminho Português. E parabéns para a Laila, que acabou de completar o seu relato peregrino neste humilde espaço! Laila, estou esperando sua caminhada até o fim do mundo! E fico muito feliz e honrado por ter participado, nem que seja uma infíma pontinha, em toda a sua caminhada.

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Esta etapa foi tranquila, apesar de termos visto algumas setas pra lá de estranhas. Saímos da ótima pensão Parente e seguimos adiante pelas ruas de Albergaria-a-Velha. Como é de praxe, vivenciamos um pouco de confusão na saída da cidade, no momento de cruzar a autovia N-1. Fica aqui a dica que neste momento deve-se seguir as placas para o Santuário de N. Sra. do Socorro. Atravessamos as pistas e entramos numa rua que corre ao largo de uma quinta. Logo entramos em uma pista de eucaliptos, e um belo lamaçal nos deu bom dia.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Depois do bosque, já voltamos para uma área urbana e logo entramos em Albergaria-a-Nova, que está ao largo da autovia, e em seguida em Branca. Desviamos à esquerda para sair da autovia, e sempre seguindo os trilhos – chegamos até a andar um trecho sobre eles – chegamos em Pinheiro da Bemposta.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Daqui em diante a paisagem não muda muito, sempre caminhamos por áreas urbanas, ou seja, sob asfalto, até chegar em Oliveira. Depois de Pinheiro, atravessamos a N-1 por uma passarela e caminhamos paralelos à rodovia até atravessá-la mais uma vez na altura do povoado de Travanca, bem em frente a um restaurante. Passamos por uma obra viária pronta, mas sem trânsito, já adentrando a zona de Oliveira. Para finalizar bem o dia, um curto trecho pelo campo, passando por uma simpática ponte romana, com uma alminha ao centro.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Antes da cidade, uma breve subida. Uma vez nas ruas de Oliveira, basta seguir sempre em frente, até a Igreja Matriz, dedicada a S. Miguel. Na rua lateral da igreja está o corpo de bombeiros, que acolhem simpaticamente os peregrinos em seu salão nobre.

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22a Etapa: O Cebreiro – Triacastela (Padre Augusto)

setembro 17, 2009

Ao sair do albergue do Cebreiro fiquei sem ar diante de tamanha beleza na minha frente! O tempo estava aberto e fui agraciada com uma paisagem maravilhosa!

Saindo do Cebreiro

Saindo do Cebreiro

Caminhei até chegar ao Monumento aos Peregrinos que fica no Alto de São Roque a 1270m de altitude, e ali estava muito frio e neblina!

Neblina...

Neblina...

 

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Neste dia fez realmente muito frio, foi um dos dias mais frios para caminhar e junto com o frio muita lama! Pensei no Fabrício que estava fazendo o caminho de papete! Grande Fabrício!

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Em Triacastela tem muitos albergues, fomos à tienda onde vende–se de tudo e comprei uma Torta de Santiago (deliciosa) para o café da manhã seguinte.

Heiko (alemão) me convidou para ir à missa dos peregrinos e lá fomos nós… Chegamos na igreja e eu achei engraçado ver que ao lado havia muitos túmulos… era um cemitério junto à igreja!

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Eu e Heiko fomos até a porta e não havia ninguém, nos entreolhamos prontos a desistir da missa, quando surgiu uma figura sorridente e falante vestindo batina e praticamente nos “jogou” para dentro da igreja! Nos fez entrar na sacristia onde em uma estante guardava textos em todas as línguas! Encheu-me de poemas e textos em português e espanhol e para Heiko em alemão!

Durante a missa o padre escolheu um peregrino de cada nacionalidade para subir ao altar e participar lendo partes do sermão em seus idiomas… era inglês, alemão, espanhol, italiano e até japonês. O português ficou por minha conta, subi ao altar e mesmo sendo a única brasileira na igreja li em minha língua para todos os peregrinos que ali estavam…

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As palavras do padre Augusto  foram emocionantes, de uma grande simplicidade e uma profunda sabedoria, aquelas palavras tocaram meu coração! Heiko, mesmo sendo protestante, também ficou tocado com aquelas sabias palavras! O padre foi muito carinhoso e carismático, foi certamente mais um anjo para minha lista!

Um forte (mas muito forte mesmo) abraço e muitos beijos me fizeram mais uma vez me sentir amada e querida!

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Caminho Português – 13a Jornada: Águeda a Albergaria-a-Velha

setembro 17, 2009

Uma etapa curta, para recuperar o fôlego; o Caminho Português aproxima-se do seu equador. Nós começamos pela autoestrada, já que nossa opção de ficar na pensão Celeste obrigava-nos a sair aproximadamente 1 km da trilha. Seguindo a estrada, encontraríamos 1,5 km adiante novamente o caminho. E assim foi; reencontramos nossa amiga flecha logo na saída para o povoado de Mourisca do Vouga. Enfrentamos uma larga reta, uma curiosa avenida que corta o povoado. Curiosa porque está repleta de casarões. Passamos por um velhinho, que nos cumprimentou e puxou papo. Descobrimos que nasceu no Brasil, mas veio pequeno para Portugal, e trabalhou na fábrica de chapéus por muitos anos – a região é pródiga de chapéus, segundo entendi, mas encontraríamos uma fábrica só em São João da Madeira.

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Continuamos na avenida, que em seguida cortou a autoestrada, e entrou no povoado de Pedaçães, que tem casas um pouco menores que Mourisca. O ponto alto da jornada encontra-se logo a seguir deste povoado: depois de uma breve subida, entramos no mato e vemos o vale do Vouga, e do outro lado um pequenos povoado com sua igreja no alto do cimo. E, para atravessar o vale, uma belíssima e medieval ponte, sobre o rio Marno. Para minha alegria, está sendo restaurada, como merece.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Não muito depois, passamos por outra ponte de origem medieval, mas que já sofreu diversas alterações, sobre o rio Vouga e entramos em outro pequeno povoado. Atravessamos de novo a rodovia – sempre no nosso caminho – em direção a Serém, mas não sem antes nos perdermos um pouco, devido à falta de sinalização, e a vontade dos portugueses em nos mandarem sempre pela rodovia. Sem problema, voltamos um pouco e logo achamos o caminho. Atravessamos toda Serém, num leve ascenso. Ao final, entramos numa trilha florestal, entre eucaliptos, e por ali encontramos – acredito que pela primeira vez – peregrinos na direção contrária, indo para Fátima.

Findo o bosque, cruzamos adivinhe quem? A autoestrada, pelo menos dessa vez por um viaduto. Entramos em Assilhó, de frente para a Igreja, povoado este imediatamente anterior a Albergaria. E, sem problema algum, chegamos à simpática Albergaria-a-Velha. Seguimos para a Pensão Parente, antiga mas bem conservada pelos Parente, que nos presentearam com muita hospitalidade, comida e papo. Os bombeiros na cidade não fazem acolhida, mas oferecem a casa de banho, enquanto a casa paroquial acolhe a quem pede.

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Caminho Português – 12a Jornada: Mealhada a Águeda

setembro 13, 2009

Esta etapa foi bem tranquila, e correu sem sobressaltos. Acredito que o ponto baixo seja a alta quilometragem sob asfalto. Seguimos, depois de sair de Mealhada, por vários povoados, e na maioria deles havia pequenas capelas, um certo atrativo da etapa.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Outro ponto interessante da etapa é o povoado de Avelãs do Caminho, acredito que a primeira referência direta ao Caminho na via Lusitana. Porém, o atrativo fica apenas no nome, pois o povoado já não contém mais nada jacobeo, e se caminha ao largo dela.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Mas a surpresa estava no final da etapa, na chegada – um tanto cansativa, é verdade, o último trecho, incluindo uma zona industrial é longa e quente – a Águeda. Entra-se na cidade atravessando o rio homônimo.

Von Caminho de Santiago Português 2009

Nosso guia – Eva e eu, nossa amiga mineira, tinhámos o mesmo – indicava como opção de pernoite um tal Café Vasco da Gama, imediatamente após a ponte. Seguindo a indicação, atravessamos a Praça da República sob os olhares incrédulos de dezenas de velhinhos – fato que já estranhamos. Na entrada do tal café, apareceram duas mulheres, que mais pareciam ter saído de um baile de funk carioca. Enquanto a Eva subia as escadas pra perguntar se tinha vaga – era a vez dela – aparece um daqueles senhores e disparou: “Vocês falam português?” Sim, respondemos em uníssono. “Então não fiquem aqui.” Por quê?? perguntamos incrédulos. “Aqui é uma casa de mulheres!”. E virou-se imediatamente, voltando pra praça…

Enfim, não nos restou nenhuma opção a não ser seguir rua acima procurando a pensão Celeste, cujo dono conhecemos algumas horas antes. Júlio é espanhol e mantém a pensão juntamente com sua esposa, e ele às vezes procura peregrinos perdidos nas proximidades de Águeda e os ajuda a encontrar o caminho. Quer espírito mais jacobeo?

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20a Etapa: Riego de Ambrós – Villafranca del Bierzo

setembro 10, 2009

Hoje foi uma longa etapa de 34 km e para prejudicar choveu! Foi o primeiro dia que peguei chuva de verdade!

Chuva no caminho

Chuva no caminho

 

Passei por Molinaseca, depois cheguei a Ponferrada e fiquei impressionada com a grandeza do castelo e templo de Ponferrada (mas isso merece um post à parte).

Muito lindo!!!

Muito lindo!!!

Castelo de Ponferrada

Castelo de Ponferrada

Caminhei por lugares muito bonitos, pude ver cegonhas e plantações de papoula… Fiquei maravilhada!

Entre papoulas

Entre papoulas

Durante o caminho pude experimentar cerejas colhidas diretamente do pé, e eram muitas! Passei por diversos pueblos e a chuva não deu trégua, porém, caminhar entre plantações de cerejas, mesmo com chuva, era realmente muito gostoso!

Deliciosas cerejas

Deliciosas cerejas

Cheguei por volta das 15 h ao albergue Ave Fênix, da tradicional família Jato, conheci a hospitaleira gaúcha Beatriz e fui logo perguntando por Jato pois queria muito conhecê–lo. Quem me levou até o dormitório foi Carlos, hospitaleiro espanhol que estava por lá há alguns meses.

Albergue Ave Fenix

Albergue Ave Fenix

Logo encontrei Fabrício e foi neste albergue que vivemos uma experiência engrandecedora, que mexeu comigo e tenho certeza que com Fabrício também!

Perto da hora do jantar conhecemos a figura lendária de Jesus Jato e nos oferecemos para ajudar no jantar, sem cerimônias, Jato aceitou a colaboração e… mãos à obra!

Ajudamos a servir a refeição, participamos da oração, retiramos os pratos e talheres e no final… lavamos a louça, muita louça, mas sentíamos felizes, estávamos nos doando sem esperar nada em troca, foi uma sensação muito boa e eu podia sentir o carinho das pessoas! A cada dia eu podia sentir como a felicidade é alimentada por atitudes simples, por olhares e gestos, por sorrisos!

Jantar no albergue

Jantar no albergue

Fabrício e eu lavando a louça

Fabrício e eu lavando a louça

Jantamos mais tarde junto com Jato, Carlo, Beatriz e um francês loiro de rasta no cabelo que estava no caminho há 2 meses e como não tinha grana acabava ajudando nos albergues em troca de estadia e comida! Jato convidou–o para ficar por 3 ou 4 dias trabalhando e ele aceitou!

Jantar com hospitaleiros

Jantar com hospitaleiros

Foi um dia diferente! Mais uma experiência simples e enriquecedora! Estar ali com Jato e cercada de amigos não tem preço (nossa até parece propaganda de cartão de crédito)!

Para finalizar minha noite, consegui falar com meus filhos! A saudade era grande!


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